Muito mais do que saudade que martela aqui dentro, e/ou nostalgia que cutuca aqui fora, memórias que incomodam, que me deixam com a pupila um tanto dilatada e me faz querer voltar não só no tempo, como no espaço, no momento, nos sentimentos que eu tive e que infelizmente pronuncio baixinho que jamais, de forma alguma voltarão. Momentos em que eu fui e nunca mais serei, horas nas quais eu senti e pensei raramente vivenciar de novo. Por todas as vezes que eu me impulsionei sem medo da queda, ou da abstinência de sorrisos e sim, do excesso de lágrimas e carência. Não é saudade, é quase um tipo de arrependimento por não ter aproveitado as horas na qual eu poderia me preocupar somente com besteiras.
E o que predomina agora é o vazio, e a falta que certas coisas fazem em minha vida.
Passo uma borracha em tudo que já foi passado e não me acrescentou em nada, guardo algumas lembranças para poder recapitular quando o sofrimento chegar, mas não me deixo vencer por nenhuma fraqueza de querer ser e não poder por medo de tentar.
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